Convida minha mão
Como quem oferece pão
ao faminto
O encaixe é perfeito
A voracidade do toque
não cabe em palavras
Deixo marcas de vontade
Refletidas em suspiros
e sussurros inaudíveis
Convida minha boca
Como o cego que enxerga
por alguns instantes
O gosto é indescritível
Torna poesia
o que não tem definição
Minha língua brinca
Desvenda seus segredos
Te faz dormir