sexta-feira, 4 de setembro de 2015
abrir o olho já não é prioridade
enquanto sonho, parece que vivo mais
sinto que existe uma fluidez do tamanho da aleatoriedade deles
os passos não são os mesmos
a voz, a visão, a fala e tudo o que vier a sentir
nada é o mesmo. nunca
descobri que sentir falta de sentir algo tão específico
é perda de tempo.
a única hora em que se pode sentir
é quando se sente.
as vezes algumas lembranças surgem por sensações
e vice versa
é como sonhar que vai alcançar a corda;
corre, pula, voa..
mas não.
hoje um amigo mostrou uma poesia
era tão concreto e subjetivo quanto falar da existência
e era esse seu assunto
" você existe tanto que não cabe aqui "...
não cabe no pensamento, nem no sonho
muito menos no que chamamos de real
tamanha compatibilidade transborda e satura
de tão bom que pode ser (?), que foi (?)
não tenho ideia e nem quero ter.
dois corpos não ocupam o mesmo lugar
não quando satura
saudade, pra mim, é um sentimento
completamente atrelado à memórias físicas e psicológicas
lembro e sinto
penso e sinto
sinto e sinto
A cada passo me despeço de quem fui...
enquanto isso sonho, me lembro e resisto
pra continuar existindo.
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