terça-feira, 29 de outubro de 2013

Seu Corpo

Convida minha mão
Como quem oferece pão
ao faminto

O encaixe é perfeito
A voracidade do toque
não cabe em palavras

Deixo marcas de vontade
Refletidas em suspiros
e sussurros inaudíveis

Convida minha boca
Como o cego que enxerga
por alguns instantes

O gosto é indescritível
Torna poesia
o que não tem definição

Minha língua brinca
Desvenda seus segredos
Te faz dormir

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Dá água pro moço

Dá água pro moço
Pois é de sede
que ele enche o poço

Sede dos invisíveis
que não são notados
e já não têm alma

para suportar a loucura
de serem uma pequena parte
Da água do moço.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O gigante

O gigante
acordou excitado
Para enrabar Felicianos e corja
e mudar o Brasil

O gigante nunca dormiu!

O gigante é a voz da periferia
que não se calará jamais
em meio ao constante descaso
e esquecimento na guerra

O gigante berra!

O gigante são os chamados vândalos
que correm riscos reais lutando por milhões
de 'pacifistas' que pouco entendem da guerra
E esperam mudança sentados, literalmente.

O gigante boceja em meio ao caos...

Mas vai continuar lutando
Para, quem sabe, um dia
Poder dormir tranquilo
Enquanto o sonho se torna realidade

sexta-feira, 7 de junho de 2013

não deixe se perder a pureza
de olhar nos olhos e ver a verdade
desconfiar de tanta vaidade
por puro instinto e alguma destreza

de poder lutar por tudo o que quer
voando, vivendo
sofrendo e morrendo
mas tendo certeza de ser o que é

não se deixe enganar
pelo eu que conflita
por prazer de confundir

mantenha-se firme, honrando origens
buscando ser leve
pra sempre sorrir

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nina

Nina era um verso que não tinha fim.
Era poesia antiga esperando para ser despertada.
Nina era uma mina de amor pedindo para ser explorada,
que guardava os segredos mais lindos que nenhum homem jamais conhecera.
Nina é quem me inspira e me ensina a entrar na dança da forma mais leve possível.
Nina,
continue sendo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Febre

Culto ao ego
Disputa pelo gosto alheio
Covarde, artificial
Não capta emoção
nem verdade

Maquiagem forte
para cobrir o vazio
de se perder em teclas
E se esquecer do real
vivendo um personagem

Todos são lindos
felizes e revolucionários

Que não vão ás ruas
Não promovem mudanças
Não têm defeitos
muito menos medos

Tolos! Todos tolos e ingênuos
(me incluo)

Quem serão vocês
quando a febre passar?

segunda-feira, 18 de março de 2013

Que vem e fica, Que vai e fica


Que vem e volta,
Da inconstância
se faz mistério
Pra confundir e instigar

Desperta
o sentimento miserável
da insegurança
Que torna o animal fraco e vulnerável

Que vem e oscila,
Se entrega até certo ponto
Por sentir medo e desejo
Segurança e fragilidade

Planeja
Através do instinto.
Ao conflitar com a razão
Se contradiz no viver

Que vem e fica,
Explora medo e desconhecido
Com leveza suficiente
Para solidificar

Sente,
aceita,
levanta voo
e feliz é.

18/03/13

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DESTÍTULO


Tudo de novo... pensadas perdidas, palavramentos desconexos, engasgadas vontades.
Estranho achava, pois um tempo já havia que coisa do tipo não acontecia. Estranho achava, pois sempre soubera tão bem lidar com isso.
Estranho achava estranho achar...
Sentia que, tudo deveria fazer certo, mais que em outras vezes. Sem precipitar e se confundir no achismo que natural se torna em tal situação. Mas lhe cegavam as vontades e contraditório tudo se tornava, como deveria ser. Nada era fácil mesmo.
Um trago deu. Idéia inspirou. Pra aliviar, escreveu. Logo após recitou:

Dessas musas, abusa
Sem esforço aparente
Se despindo do clichê
Brilha, assim como é

Simplicidade no riso de canto
Encanta o espírito independente
Dona da mais bela arte (da vida)
Articula meu pensamento presente

Pensamento,
que não sabe o que diz
mas, muito bem, o que quer

Não conheço direito
Só estudo o jeito,
pra compreender a mulher


...