quinta-feira, 19 de abril de 2012

Relato...

  Parei o carro, olhei para a frente e fiquei preso. Aquele olhar era incrível, sincero, hipnotizante. Ainda veio acompanhado de um sorriso que me lembrou uma criança brincando. Era forte, irradiava alegria...era lindo. Então retribui o olhar com a maior admiração possível e um sorriso se formou automáticamente em meu rosto.
  Ela começou a jogar os malabares pra cima e aquela dança, aqueles movimentos pareciam impossíveis. Mas ela os fazia com a maior facilidade e leveza do mundo. Nenhum sinal de desgaste ou dificuldade. Impressionante! E então o sinal abriu e uma sensação de desespero tomou conta de mim. ( Eu quero um nome, um telefone, um toque. Pensava ) Mas não pensei em nada durante aquele minuto de apresentação e dei apenas algum trocado e um sorriso como forma de agradecimento e admiração por seu trabalho.
  Engatei a primeira e segui meu caminho. Mas mal ela sabe que não vou me esquecer e parar de pensar naquele momento que se tornou único. Até quando eu não sei. Talvez só enquanto eu respirar e permanecer encantado por aquele dia, por aquele amor, por aquele eterno minuto de um sinal vermelho.

18/04/12

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