quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DESTÍTULO


Tudo de novo... pensadas perdidas, palavramentos desconexos, engasgadas vontades.
Estranho achava, pois um tempo já havia que coisa do tipo não acontecia. Estranho achava, pois sempre soubera tão bem lidar com isso.
Estranho achava estranho achar...
Sentia que, tudo deveria fazer certo, mais que em outras vezes. Sem precipitar e se confundir no achismo que natural se torna em tal situação. Mas lhe cegavam as vontades e contraditório tudo se tornava, como deveria ser. Nada era fácil mesmo.
Um trago deu. Idéia inspirou. Pra aliviar, escreveu. Logo após recitou:

Dessas musas, abusa
Sem esforço aparente
Se despindo do clichê
Brilha, assim como é

Simplicidade no riso de canto
Encanta o espírito independente
Dona da mais bela arte (da vida)
Articula meu pensamento presente

Pensamento,
que não sabe o que diz
mas, muito bem, o que quer

Não conheço direito
Só estudo o jeito,
pra compreender a mulher


...

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