segunda-feira, 31 de março de 2014

sensação (um)


Morte.

A morte é necessária. Traz abertura para novas experiências, experimentos, e várias portas se abrem. Tantas portas que, juntas, trazem consigo confusão. Mas parece que confundir também é necessário. E é desconstruindo tudo, caindo aqui e ali, que a confusão já não afeta como ontem. Se instala e é digerida aos poucos, devagar. D e v a g a r . Junto com a confusão vêm os sonhos. É necessário sonhar! Quem sonha conclui. Trás consigo a ideia de renovação, alimentando a força do nascer de novo. Sonhando também caímos. Mas quem liga? O sonho tem inúmeros desfechos, vidas e mortes. E tantas possibilidades os tornam incríveis. Afinal, o tudo é melhor que nada. O tudo inclui a dualidade que faz bem ou nem tanto.   Êxito e frustração se tornam alimento pra quem tem sede. O nada exclui, não se move, não se sente, não É. Morrer exige cautela e atenção. Na verdade, ninguém sabe morrer. Ao longo do caminho vai se acostumando com a o fato e já não luta como ontem. Devagar... devagando entre caminhos, com pés descalços e olhar atento. Talvez vivendo, voando... talvez andando ou tentando andar. E no meio da avoada se fazem palavras que dizem: só morre quem vive! Se arriscar é necessário. Afinal, sem graça seria se não houvessem os contrapontos. Que seria dos poetas sem a dor? Que seria do voar sem o sentir? O que será da morte sem a vida? É necessário morrer! é necessário confundir! é necessário sonhar! para ser necessário viver...









Nenhum comentário:

Postar um comentário