terça-feira, 27 de outubro de 2015

Enquanto canto te aguardo. O amor tarda e a saudade não falha...muito menos mata. Mas dói, ou incomoda, ou o que quer que seja. Ela se faz presente. Foi você quem disse que não chegaria tarde. Eu te esperei e ainda espero.
Divido o tempo entre fumaça, música e você. Em outros corpos e outras camas. Mas nada sacia minha vontade, por isso te espero.
Descobrimos uma forma tão natural de saciar nossas vontades que eu mal acostumei. Que venha outro dilúvio e destrua tudo! E outro começo, e outro e outros. Que no começo tudo é bonito, amor. E também mais fácil, mais fluido, mais leve. Essa nossa preguiça em encarar os fatos e procrastinar diante de qualquer situação que exija um pingo de atenção me incomoda bastante. Mas sem reclamações. Aprendi a unir o incômodo ao silêncio e deixar um digerir o outro...
Tinha certeza que te amar por muito tempo acabaria comigo. E por isso pulei de ponta, de peito, de pé, de pau.
Poematizei possibilidades plenas por puro prazer (de) passar. No começo achava tudo aquilo maravilhoso, claro. Me encantava até não caber mais. Mas ia acabar comigo, eu me conheço. E digo que passar é melhor. Vamos começar de novo sempre!

Você pacifica
quando quer.
Você passa
e fica, 

se quiser. 

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